A importância do lazer
Luiz Roberto Pardo fala sobre a importância do lazer.
Do ponto de vista histórico, o termo ‘jogar’ e a prática do jogo na vida do homem foram abordados por autores das mais diversas tendências teóricas nas áreas da sociologia, filosofia, educação física, cultura, psicologia, e pedagogia, entre outras. Segundo o advogado Luiz Roberto Pardo, da perspectiva filosófica, o conceito pode ser rastreado desde os escritos de Platão, mas sua importância se acentua a partir do século XVIII.
Entre os autores que refletiram sobre o tema, se pode citar a Friedrich Schiller, que escreveu sobre o “impulso lúdico”, que reconcilia matéria e forma, natureza e espirito, necessidade e liberdade, particular e universal. O lúdico encontra sua expressão no jogo, que desenvolve e atualiza as capacidades estéticas do homem. Por seu lado, Honoré de Balzac falava do jogo como “uma paixão universal que pressupõe a igualdade entre as pessoas”, enquanto Walter Benjamin enfatizava que “o jogo, como qualquer outra paixão, envolve e mobiliza todos os órgãos dos sentidos”.
O PRINCÍPIO DO PRAZER
No dicionário, o ‘jogo’ é descrito como uma atividade para a recreação, diversão e brincadeira. No mundo contemporâneo, Luiz Roberto Pardo explica que está diretamente relacionado ao princípio do prazer e ao exercício do lazer.
No lazer completo existem três funções fundamentais que se inter-relacionam:
1) proporciona à pessoa a possibilidade de libertar-se das fadigas físicas ou neurais que são contrárias ao seu ritmo biológico, tendo o poder de recuperação;
2) libera-a ainda do tédio cotidiano, nascido das tarefas repetitivas e iguais, oferecendo a ela um universo livre e imaginário do divertimento, em consonância com a sociedade (atitudes legais); e 3) permite que cada um saia de seus estereótipos impostos pelos organismos de base, abrindo caminho para uma superação de si mesmo e pela liberação de seu poder criador.
OLHAR PROFISSIONAL E MUNDO DO TRABALHO
De acordo com o advogado Luiz Roberto Pardo: “Quando joga, o indivíduo assimila a realidade no lúdico. Várias áreas do cérebro são estimuladas, tanto pelo aspecto da diversão quanto da aprendizagem. O lúdico é cultural; mobiliza esquemas mentais e ativa funções psiconeurológicas e operações cerebrais, o que estimula o pensamento e várias funções da personalidade”.

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